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Propósito: o sentido que nos move por dentro

  • tdcriativo
  • 17 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de fev.


Texto: Juliana Gomes

Fundadora da Escola Mulher Sistêmica






Recebi com alegria o convite da querida Tati para escrever para esta revista de brasileiras e brasileiros em Portlaoise. É uma honra poder partilhar reflexões sobre um tema tão essencial quanto delicado: o propósito de vida.

Meu nome é Juliana, sou brasileira, tenho 43 anos e vivo há nove anos na Irlanda. Sou mãe da Lia, esposa do Thiago e fundadora da Escola Mulher Sistêmica, uma escola de consciência feminina baseada nas Leis Naturais de Cooperação da Vida, leis que nos reconectam ao ciclo natural da existência, à ancestralidade e ao sentido profundo de pertencimento.

E é justamente sobre sentido que quero conversar com você hoje.

A palavra “propósito” é uma das mais repetidas da nossa era. Muitos de nós buscam respostas rápidas: Qual é o meu propósito? Como encontrá-lo?

Mas talvez a pergunta mais verdadeira seja outra:

E se propósito não for algo que se encontra, mas algo que se revela quando há espaço?

Propósito não é apenas um conceito mental. Ele é uma percepção íntima, espiritual e emocional. Especialmente nós, mulheres, tão sobrecarregadas por exigências externas, muitas vezes tentamos compreender a vida apenas pela cabeça quando o propósito só se escuta com o coração.

Na minha experiência, propósito não se confunde com quem somos, nem se limita ao que fazemos profissionalmente. Propósito é aquilo que nos move por dentro. É um sentido de direção, como uma bússola interna que aponta para onde a alma deseja caminhar.

Quando estamos alinhados com esse sentido, a vida ganha mais harmonia. Mas, nas travessias humanas, perdemos o rumo muitas vezes. E isso acontece porque vivemos desconectados da nossa essência e do ciclo natural da vida.

Gosto de pensar no propósito como pensamos em nossos filhos: nós os geramos, cuidamos, educamos, mas eles não nos pertencem. Um dia, ganham o mundo. Assim também é o propósito. Ele não fica preso a nós. Ele precisa ganhar vida. Ele é uma entrega.

Grande parte do adoecimento emocional da nossa era nasce justamente dessa desconexão: burnout, ansiedade, estresse crônico. Não é apenas excesso de tarefas é ausência de sentido no que entrega.

A reconexão, porém, pode começar de forma simples. Alguns minutos de silêncio. Uma respiração consciente. Uma oração. Uma escrita íntima. Um pedido sincero de retorno à essência.

Porque não é apenas o que fazemos, mas como fazemos.

Às vezes, será preciso recalcular a rota. Em alguns casos, o propósito está dentro do caminho atual, mas com um “como” mais verdadeiro. Em outros, será necessário escutar um chamado antigo, que há muito tempo espera coragem.

E é importante lembrar: propósito não é um prêmio para quem procura, mas um processo para quem se entrega.

Que este texto seja apenas uma pequena abertura. Um convite para você respirar e se perguntar:

O que em mim quer ganhar vida agora?

Qual sentido deseja me mover?


Gratidão


Juliana

Fundadora da Escola Mulher Sistêmica

 

 


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