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Papo de Empreendedor: com um toque criativo, leve e motivador, para inspirar quem pensa em empreender — e também para provocar boas risadas e reflexões profundas 😉✨

  • tdcriativo
  • 7 de abr.
  • 4 min de leitura
1. Quem é você?

Olá, eu sou a Marcela Ferreira. Moro na Irlanda há 14 anos e, em 2019, voltei a atuar com atendimentos na área da nutrição aqui. Hoje realizo consultas presenciais em Kilcock, em Dublin, e também online.

O meu maior objetivo é ajudar as pessoas, principalmente mulheres, a terem mais saúde através da nutrição, independentemente do seu objetivo — seja emagrecimento, alterações nos exames, questões de saúde, melhorar a alimentação da família ou simplesmente construir uma relação melhor com a comida.

O que mais valorizo no meu trabalho é olhar para além das dietas e das calorias. Gosto de trazer um cuidado mais holístico, leve e realista, focado num padrão alimentar que faça sentido para a vida e que possa ser levado a longo prazo, sem modismos e sem extremismos.


2. Em que momento você percebeu que queria empreender e como você escolheu esse nicho?

Quando cheguei à Irlanda, em 2011, vim, como muitos brasileiros, para fazer intercâmbio. A ideia era ficar apenas um ano, mas em seis meses conheci o meu atual marido e a história acabou tomando outro rumo.

No início trabalhei como babá em Dublin e, em 2016, fui contratada por um casal de empreendedores irlandeses como assistente pessoal. Entre as minhas funções, eu cuidava da alimentação da família, fazia o planeamento das refeições, as compras e cozinhava para todos.

Foi nesse momento que senti a nutrição a voltar muito forte para a minha vida.

Em 2018, comecei a investir novamente em capacitações na área, com cursos online no Brasil, que para mim sempre foi uma grande referência em nutrição. Em 2019, comecei a atender em casa, em Dublin, e quando me mudei para Kilcock, em 2021, tomei a decisão de deixar o meu trabalho e dedicar-me exclusivamente à nutrição clínica.

Foi aí que o empreendedorismo deixou de ser uma ideia e passou a ser a minha realidade.


3. Qual foi seu maior medo ou desafio nesse processo?

Acredito que o maior desafio foi construir a minha carreira num país diferente, com uma realidade profissional diferente da do Brasil.

Aqui na Irlanda, por exemplo, o termo nutritionist não é regulamentado da mesma forma, e isso inicialmente trouxe muitas dúvidas e inseguranças sobre posicionamento profissional e credibilidade.

Ao mesmo tempo, esse desafio também me impulsionou a crescer, estudar ainda mais e continuar a construir a minha autoridade na área.

Outro grande desafio foi conquistar pacientes da comunidade local e da língua inglesa, porque isso exige adaptação cultural, comunicação e muita persistência.


4. Qual foi o maior perrengue da sua jornada empreendedora que hoje você conta rindo (mas que na época quase te fez chorar)?

Acho que um dos maiores perrengues foi começar a atender em casa numa fase em que eu ainda morava com os meus sogros e, ao mesmo tempo, trabalhava em tempo integral. Era tentar fazer tudo funcionar ao mesmo tempo: agenda, pacientes, rotina da casa, trabalho e ainda encontrar um cantinho tranquilo para atender.

E, como se o universo quisesse testar ainda mais a minha resiliência, veio a pandemia.

Na época, parecia mesmo um caos e confesso que teve dias em que pensei: “Meu Deus, como é que vou conseguir?”

Hoje eu consigo olhar para trás e até rir, porque percebo o quanto essa fase me fortaleceu. Faz parte da jornada de quem empreende entender que nem tudo vai acontecer de forma perfeita ou linear.


5. Se você não tivesse essa empresa, qual outro nicho você tentaria?

Com certeza iria para a área das terapias holísticas.

Também sou formada em Reiki Master e sempre tive um olhar muito voltado para o cuidado integral, corpo e mente.

Então acredito que seguiria por um caminho ligado ao bem-estar, energia e equilíbrio emocional.


6. Qual é o seu lema de vida, uma frase ou palavra?

A frase que mais tem feito sentido para mim neste momento é:

“Continue. Se precisar, descanse, mas não desista.”


7. Hoje, o que significa sucesso para você: resultados financeiros, liberdade de tempo, impacto na vida das pessoas ou o equilíbrio entre tudo isso?

Para mim, sucesso é equilíbrio.

Claro que a parte financeira é importante, porque empreender também é sustentar um sonho e uma estrutura.

Mas o maior sucesso é poder impactar positivamente a vida dos meus pacientes e vê-los alcançar saúde, bem-estar e paz com a alimentação.

Ter liberdade de tempo, propósito e impacto na vida das pessoas é, para mim, a definição de sucesso.


8. Qual pequena vitória do dia a dia te dá aquela felicidade silenciosa que ninguém vê, mas você sente?

Quando uma paciente me diz:

“Nem parece que estou de dieta.”

Isso me faz sorrir por dentro.

Porque mostra que ela está a alcançar resultados de forma leve, sem sofrimento e sem culpa.

É exatamente esse o tipo de transformação que eu acredito.


9. Que hábito, escolha ou mudança de mentalidade transformou completamente o rumo do seu negócio?

Entender que o negócio não precisa ser perfeito.


Durante muito tempo achei que precisava ter tudo pronto para começar ou crescer.


Hoje percebo que o crescimento acontece justamente na construção, nos ajustes, nos testes e nos aprendizados diários.


10. O que você pensa que pode melhorar no seu negócio?

Muita coisa ainda está em construção...

Desde ter um espaço físico ainda mais acolhedor para receber pacientes, até expandir a comunicação digital e alcançar mais pessoas.

Acredito muito na evolução constante.


11. Se você pudesse dar um conselho honesto — sem romantizar a jornada — para quem deseja empreender, qual seria?

Empreender exige coragem, constância e muita resiliência.

O vencedor não é quem nunca falhou, mas quem continuou mesmo depois de várias tentativas.

Se precisar, descanse.

Reorganize.

Respire.

Mas continue.

Porque muitas vezes o sucesso está logo depois do momento em que pensamos em desistir.

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