1. Cuidando de Si em Terra Estrangeira
- tdcriativo
- 7 de fev.
- 2 min de leitura

Texto: Lili Fraga
Terapeuta e Educadora Parental
Tema central: Autocuidado como ferramenta de adaptação na imigração
Dificuldades emocionais, sobrecarga, saudade da família e a sensação de estar sempre em modo de sobrevivência. Como criar momentos de pausa, conexão consigo mesma e práticas simples para manter a saúde mental mesmo com pouco tempo ou recursos?
✨ Cuidando de Si em Terra Estrangeira
Um olhar para o bem-estar emocional de quem recomeça fora do Brasil
Viver longe do país de origem pode ser desafiador. Além das demandas da vida cotidiana, o imigrante enfrenta camadas emocionais profundas — muitas vezes marcadas pela sensação de não pertencimento. Alguns se descobrem incrivelmente resilientes e reconhecem sua força interior. Outros decidem retornar ao seu país. E há quem se desafie a buscar um novo lugar no mundo. O que sabemos é que nós, brasileiros — com nosso sangue quente, riso fácil e afetos expostos — carregamos muito mais do que os olhos dos outros podem ver.

A real é que não existe um único caminho para a felicidade e o bem-estar. Estar bem longe de casa nos convida a uma jornada de autoconhecimento, onde aprendemos a respeitar nossos limites, aceitar que nem sempre seremos compreendidos e que talvez não consigamos agradar a todos. Às vezes, precisamos criar o nosso próprio espaço para nos sentirmos à vontade no desconforto.

E isso não é só poesia. Estudos mostram que práticas de autocuidado (como criar rotinas, manter vínculos sociais ou espiritualidade) são fundamentais para a saúde mental de imigrantes e refugiados, sendo as estratégias psicológicas e sociais as mais eficazes na prevenção de ansiedade, tristeza e desânimo crônico (Mehjabeen et al., 2023). Além disso, pesquisadores em saúde pública na Irlanda alertam para a importância de termos acesso a serviços culturalmente sensíveis, que respeitem nosso idioma, nossa história e nosso tempo de adaptação (McMahon et al., 2021).
Olhar para o nosso bem-estar é necessário. Criar relações que nos permitam ser quem realmente somos é crucial para atravessar esse caminho de recomeço, onde pontes emocionais podem parecer frágeis, mas são possíveis de serem construídas com afeto e coragem.

E é por isso que convido você a olhar para um momento por vez, fazer suas escolhas com base na sua realidade e viver em paz consigo mesmo. Você vai perceber que a felicidade pode, sim, fazer parte dessa sua vida de nômade — não como destino fixo, mas como um estado de presença.

Se precisar de ajuda, não hesite em pedir. Longe de casa, podemos construir um novo lar — desde que estejamos conscientes dos pilares que o sustentam.
🗓️ No próximo mês, vamos conversar sobre: “Saúde Mental e Imigração – O que Ninguém Conta”. Vamos abrir espaço para falar sobre ansiedade, insônia, culpa, e o que fazer quando parece que estamos perdendo a força.
Te espero lá. Com carinho, Lili Fraga - Terapeuta e Educadora Parental www.instagram.com/lilifraga.vivaleve



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